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Força-tarefa coloca contadores no centro da Reforma Tributária

CFC, Receita Federal, Sebrae e Fenacon unem informação oficial, capacitação e ferramentas para apoiar empresas na transição.

Equipe C.Clube22 de setembro de 2026 5 min de leitura
Força-tarefa coloca contadores no centro da Reforma Tributária

O Conselho Federal de Contabilidade, a Receita Federal, o Sebrae e a Fenacon anunciaram uma força-tarefa para ampliar o acesso a informações confiáveis e apoiar empresas na implementação da Reforma Tributária do Consumo.

A iniciativa coloca os profissionais da contabilidade no centro da orientação aos contribuintes. Nesta primeira etapa, a atenção está especialmente voltada às micro e pequenas empresas, que precisarão compreender as novas regras, adaptar sistemas e avaliar os efeitos do novo modelo sobre seus negócios.

O que a força-tarefa prevê

A atuação conjunta reúne ações de comunicação, capacitação e ferramentas práticas. A plataforma da Reforma Tributária do Consumo mantida pela Receita Federal concentra orientações oficiais, esclarecimentos sobre informações falsas, cursos, simuladores e recursos relacionados à escolha do regime de apuração e ao cálculo dos novos tributos.

Segundo o CFC, a capacitação desenvolvida em parceria com a Receita e a Fenacon foi estruturada em 18 módulos e já ultrapassou um milhão de acessos.

A iniciativa é relevante porque a transição não será resolvida apenas pela leitura da legislação. Empresas precisarão transformar as novas regras em cadastros, documentos fiscais, contratos, preços, processos financeiros e parametrizações de sistemas.

O contador passa a participar mais das decisões

A Reforma Tributária amplia a necessidade de integração entre a área fiscal e a gestão. Formação de preços, fluxo de caixa, margem de contribuição, relacionamento com fornecedores e aproveitamento de créditos passam a fazer parte da análise.

Isso não significa que todas as empresas devam tomar a mesma decisão. O enquadramento adequado dependerá da atividade, do perfil dos clientes e fornecedores, da capacidade de gerar e aproveitar créditos, das margens e do impacto financeiro da transição.

Para o escritório contábil, a oportunidade vem acompanhada de responsabilidade. Informações ainda sujeitas a regulamentação não devem ser apresentadas como regras definitivas. Simulações precisam registrar premissas, limitações e a data das normas consideradas.

Como os escritórios podem se preparar

O primeiro passo é identificar os clientes mais expostos às mudanças. Empresas com operações entre pessoas jurídicas, cadeias longas de fornecedores, margens reduzidas ou forte dependência de créditos merecem análise prioritária.

Também é recomendável revisar cadastros de produtos e serviços, classificação fiscal, regras de emissão de documentos e integração entre os sistemas do cliente e do escritório.

Por fim, a comunicação precisa ser objetiva. O empresário não necessita apenas de uma lista de novas siglas. Ele precisa entender como as mudanças podem afetar preço, caixa, margem e competitividade.

A força-tarefa não substitui a legislação nem elimina a necessidade de análise individual. Seu principal valor está em aproximar informações oficiais dos profissionais que transformarão as regras em decisões práticas.

Fonte:

Conselho Federal de Contabilidade — https://cfc.org.br/noticias/forca-tarefa-coloca-profissionais-da-contabilidade-no-centro-da-orientacao-sobre-a-reforma-tributaria/

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