O Conselho Federal de Contabilidade, a Receita Federal, o Sebrae e a Fenacon anunciaram uma força-tarefa para ampliar o acesso a informações confiáveis e apoiar empresas na implementação da Reforma Tributária do Consumo.
A iniciativa coloca os profissionais da contabilidade no centro da orientação aos contribuintes. Nesta primeira etapa, a atenção está especialmente voltada às micro e pequenas empresas, que precisarão compreender as novas regras, adaptar sistemas e avaliar os efeitos do novo modelo sobre seus negócios.
O que a força-tarefa prevê
A atuação conjunta reúne ações de comunicação, capacitação e ferramentas práticas. A plataforma da Reforma Tributária do Consumo mantida pela Receita Federal concentra orientações oficiais, esclarecimentos sobre informações falsas, cursos, simuladores e recursos relacionados à escolha do regime de apuração e ao cálculo dos novos tributos.
Segundo o CFC, a capacitação desenvolvida em parceria com a Receita e a Fenacon foi estruturada em 18 módulos e já ultrapassou um milhão de acessos.
A iniciativa é relevante porque a transição não será resolvida apenas pela leitura da legislação. Empresas precisarão transformar as novas regras em cadastros, documentos fiscais, contratos, preços, processos financeiros e parametrizações de sistemas.
O contador passa a participar mais das decisões
A Reforma Tributária amplia a necessidade de integração entre a área fiscal e a gestão. Formação de preços, fluxo de caixa, margem de contribuição, relacionamento com fornecedores e aproveitamento de créditos passam a fazer parte da análise.
Isso não significa que todas as empresas devam tomar a mesma decisão. O enquadramento adequado dependerá da atividade, do perfil dos clientes e fornecedores, da capacidade de gerar e aproveitar créditos, das margens e do impacto financeiro da transição.
Para o escritório contábil, a oportunidade vem acompanhada de responsabilidade. Informações ainda sujeitas a regulamentação não devem ser apresentadas como regras definitivas. Simulações precisam registrar premissas, limitações e a data das normas consideradas.
Como os escritórios podem se preparar
O primeiro passo é identificar os clientes mais expostos às mudanças. Empresas com operações entre pessoas jurídicas, cadeias longas de fornecedores, margens reduzidas ou forte dependência de créditos merecem análise prioritária.
Também é recomendável revisar cadastros de produtos e serviços, classificação fiscal, regras de emissão de documentos e integração entre os sistemas do cliente e do escritório.
Por fim, a comunicação precisa ser objetiva. O empresário não necessita apenas de uma lista de novas siglas. Ele precisa entender como as mudanças podem afetar preço, caixa, margem e competitividade.
A força-tarefa não substitui a legislação nem elimina a necessidade de análise individual. Seu principal valor está em aproximar informações oficiais dos profissionais que transformarão as regras em decisões práticas.
Fonte:
Conselho Federal de Contabilidade — https://cfc.org.br/noticias/forca-tarefa-coloca-profissionais-da-contabilidade-no-centro-da-orientacao-sobre-a-reforma-tributaria/




