A previsão apresentada no Projeto de Lei Orçamentária para 2027 indica arrecadação de R$ 677,9 bilhões com novos tributos relacionados à Reforma Tributária, incluindo a CBS e o Imposto Seletivo.
Mais do que um número fiscal, essa projeção mostra a dimensão da mudança que começa a afetar o planejamento empresarial. A CBS substituirá PIS e Cofins em uma etapa importante da transição, enquanto o Imposto Seletivo terá incidência sobre determinados produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
As empresas não devem esperar a definição final de todas as alíquotas para iniciar o trabalho. Já é possível organizar cadastro de produtos e serviços, classificar operações, revisar contratos, simular créditos e avaliar a formação de preços.
A análise precisa ser feita por operação. Produtos com maior possibilidade de crédito podem ter comportamento diferente de serviços ou aquisições de fornecedores sujeitos a regimes simplificados. O impacto também muda conforme a empresa vende para consumidor final, para outras empresas ou para órgãos públicos.
Outro cuidado é não confundir estimativa de arrecadação com alíquota definitiva. A projeção orçamentária ajuda a dimensionar o cenário, mas não substitui a legislação, a regulamentação e os documentos fiscais que definirão a apuração.
A preparação mais segura é construir uma matriz por produto, serviço, fornecedor e cliente. Quanto mais organizado estiver o dado de origem, menor será o risco de tomar decisões com base em uma média que não representa a realidade da empresa.




